sexta-feira, 13 de junho de 2008

Desculpa

A minha raiva me deixa
Inconseqüente, intransigente
Me faz ficar carente

O meu ódio me causa dor
Faz comprimir o amor
Que eu sinto por ti

As palavras saem,
Têm vida própria,
Vão tomando forma
E enchem o quarto de mágoas

A ironia reina,
O sarcasmo impera
E a intolerância espera
A sua hora para entrar

Mas quando tudo passa
E muito já foi falado,
O que eu via escuro e embaçado,
Agora torna-se claro e brilhante

E o nosso passado distante
Poderia acontecer
Se “desculpa” eu soubesse dizer.

16/08/2004

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