terça-feira, 19 de março de 2013

Castigo


Hoje eu sonhei que um anjo me apareceu
E com sua voz doce e suave me convenceu
A caminhar até chegar ao Portão do Paraíso

Chegando lá eu não pude acreditar
Tanta beleza e tanta paz em um só lugar
E toda a minha existência para desfrutar

Neste momento o anjo me surpreendeu
Trancando as portas e barrando o caminho meu
Dizendo: amigo, este é o castigo teu!

Sonhastes em viver a eternidade no Paraíso
Mas em vida não tivestes dignidade para isso
E o pior que sonhar o Inalcançável e se perder
É saber que ele é possível, mas não para você

Ficarás a beira do portão
Vendo quem entra e quem não
Se alimentando apenas da imaginação
De um dia, no Paraíso por a mão

Acordei aflito e quase chorando
Assustado com o preço que estou pagando
Para que no Paraíso eu possa entrar
Pois sei que no teu corpo a beleza e a paz eu vou encontrar!

quinta-feira, 14 de março de 2013

Porto


Meu barco à deriva no vento

Desvia do destino por um momento
E te encontra me esperando
Para me acalmar, amar, o mar!

Vou navegando por novos mares
Me apaixonando por novos ares
Sabendo que terei sempre você
Para me receber, ceder, viver!

Teu corpo me aporta
Tua porta me recebe e percebe
Que do teu coração faço porto para eu ancorar!

Não era eu...


Decepção, bicho voraz, sem coração

Acaba com sonho, fantasia e ilusão
Me faz cair do céu de cara no chão
Sem nota, sem som, sem rima ou refrão!

Teu farol apagou então meu barco se perdeu
Tua mão me soltou então meu corpo morreu
Teu amor até correu, mas não de encontro ao meu
E num momento de encontros, em que eu te encontrei
Você encontrou outro alguém que não era eu!

Posso estar exagerando
Pode até não ser nada
Mas nada é muito pra mim
É muito mais que eu esperava!

E a vida que eu escolhi
Agora sigo sozinho
Em busca de outro amor
Em busca de outro ninho!

A Razão e o Coração

Um dia aconteceu uma revolta
Uma luta se iniciou dentro de mim e a minha volta
O que era calmo e tranqüilo se tornou guerra
O que era certo agora trava batalhas por céu, mar e terra!

A razão, que comandava cada momento da minha vida
Sofreu um motim comandado por meu coração
E todos os meus sentidos entraram nessa briga
Sendo liderados pela emoção!

A minha visão só mostrava ela
A razão não queria ver
Tentava desviar o olhar pra alguma coisa bela
Mas bela, só havia você!

Meu olfato e meu tato só queriam o corpo teu
Minha razão dizia pra eu não te tocar
Mas teu cheiro e tua pele em cima do meu
No meu corpo a razão deixou de atuar!

Paladar e audição juntos como por magia
A razão se perdeu e deixou se levar
Tua boca na minha, tua voz tão macia
E o coração venceu e ficou livre pra amar

Os sentidos perdi e a razão renasceu
O meu coração agora comanda o meu corpo que é teu!

Letra sem refrão


No céu brilha uma estrela lá no céu

Na minha mão um brilho de anel
Na mão que toca, dedilho o teu corpo e tiro notas musicais.
Em melodias e letras que transformo em recados virtuais.
É música de amor. É letra sem refrão.
Uma canção que está minhas mãos.
E como dizer Sim? Se eu nunca disse Não.
Então vou responder com a voz que vem do coração.
E se você pedir e a música e eu não souber tocar.
Não sei se vais querer ouvir outra canção ou me esperar.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Conto de fadas


Os anos entre nós
Não são nada quando estamos sós
O silêncio que ensurdece
É quebrado pela tua voz
Todo momento, cada instante
Se transforma em um diamante
Que traz toda beleza, todo brilho
Toda pureza e toda força
Por ser único, por ser meu!

Vou fazer do brilho dos teus olhos um anel
Vou fazer do gosto da tua boca o meu mel
Quero sentir o teu cheiro e me inebriar
Quero gravar o eu sorriso com o meu olhar
Pra ter na mente a magia eternizada em um beijo seu!

E eu que me sentia tão tranquilo
no alto de uma montanha de mim mesmo
Você veio e derrubou a minha base
Renovou e reinventou o meu desejo

Não quero ser pra ti o teu príncipe encantado
Vou lutar pra sempre ser um rei amaldiçoado
Que só pode ser curado com um beijo seu
No nosso conto o papel foi que se inverteu
Nas tuas mãos está um coração que um dia já foi meu.